Quem cresceu nos anos 1990 sabia que as coisas boas operavam em pólos opostos e rivais. De um lado, Mario, do outro, Sonic. De um lado, Nintendo, de outro Sega. De um lado “Street Fighter”, de outro “Mortal Kombat”.

Com o lançamento do aclamado “Street Fighter IV”, parece que a franquia da Capcom tinha levado o caneco, no fim das contas, das mãos de um “MK” cada vez mais irrelevante. Com o nono game da série, Ed Boon e seu estúdio Nether Realms mostram que não é bem assim. Dizer que “Mortal Kombat“ é bom não é o bastante. É bom para “karamba”.
É um “Mortal Kombat” clássico, sem firulas, sem personagens da DC, sem troca de estilos de luta, sem armas que podem ser puxadas no meio do combate. A experiência é focada em conhecer cada personagem e traçar estratégias diferentes para vencer os combates, preferencialmente se especializando em alguns poucos. Diferentemente de “Street Fighter”, cada golpe errado parece ter mais consequências, abrindo espaço para investidas que podem, em mãos habilidosas, arrancar belas porcentagens da barra de vida. As lutas também são rápidas, mas não parecem artificialmente aceleradas como em “Marvel Vs. Capcom 3”. 


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